RIO RECEBE A BIENAL
Acontece a cada dois anos: os pavilhões do Riocentro, geralmente ocupados por insossos congressos de negócios, enchem-se de livros, e essa novidade detona uma série de mudanças na rotina da cidade. Dizem que as crianças são as primeiras a notar. E não só para as crianças: editores esfregam as mãos, escritores novatos fretam vans para carregar os parentes ao lançamento, autores consagrados se encontram com o grande público, e até o pessoal dos estandes, que trabalha duro o dia todo, descola um boteco onde as coisas só ficam boas depois que as luzes do Riocentro se apagam. É a Bienal Internacional do Livro do Rio, cuja 14ª edição começa na quinta-feira, dia 10. Com a expectativa de atrair 600 mil pessoas, o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), que organiza a Bienal do Livro, trabalha há mais de um ano na elaboração de uma programação cultural capaz de atender ao vasto e variado público que comparece ao Riocentro. Segundo o vice-presidente do Snel, Roberto Feith, as novidades planejadas para a edição deste ano foram criadas pensando na diversidade dos visitantes.
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