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LIVRO DIDÁTICO FICA 8% MAIS CARO
As compras de volta às aulas estão mais caras. Os pais que vão lotar as livrarias durante todo o mês de janeiro vão pagar, em média, 8% a mais nos livros didáticos, com percentuais variando de 6% a 11%. Já os paradidáticos estão cerca de 5% mais caros. Os percentuais são da Associação Nacional de Livrarias, que informou que as editoras apresentaram os novos custos em dezembro e as livrarias estão repassando integralmente ao consumidor final.

A diferença de preço depende da tiragem e revisão das publicações. “Um dos motivos é a nova ortografia. As editoras tiveram de renovar o texto. Dentro da lógica econômica, a gente esperava coisa maior, pois o livro didático tem de ser novamente composto a cada ano. Mas não é só isso, há os custos dos insumos, como papel, dissídio dos gráficos, energia elétrica”, comentou o presidente da ANL, Vitor Tavares. Já os paradidáticos, que são os livros de leitura infanto-juvenis, tiveram um reajuste menor porque eles são reformulados a cada nova edição. Na média, os livros escolares variam na faixa de R$ 45 a R$ 90, enquanto os de leitura têm a média de R$ 30.

Tavares explica que não há muitas diferenças de preços nos livros escolares entre as livrarias brasileiras. Ou seja, o valor de uma publicação em São Paulo, na média, é a mesma paga pelo produto em Pernambuco, por exemplo. “O frete é absorvido pelo distribuidor junto com a editora. Ou seja, eles diluem o custo com todas as praças”, diz o executivo, explicando a política de distribuição do setor.

Os livros são o principal custo da lista de material das escolas, comprometendo até 70% das despesas totais. Os pais que vão enfrentar o corre-corre das livrarias este mês devem ter na cabeça que vão gastar, em média, até R$ 450 com esta despesa.

“A lista de material tem variação grande de escola para escola. Se você pegar a lista da quarta série, terá diferença de preço para cada colégio. Mas podemos dizer que as despesas totais vão variar de R$ 200 a R$ 400, sem incluir o custo de uniforme”, comenta Antônio Sereno, diretor comercial da Rede Brasil Escolar, uma das maiores redes de papelarias do Brasil que tem mais de 160 afiliadas, como a Livraria do MEC. Ele estima que o setor deverá faturar até 10% a mais em relação às voltas às aulas de 2010. A boa notícia é que as livrarias estão parcelando as compras em até 10 vezes sem juros, vinculando o benefício a parcelas mínimas. Segundo Sereno, o mês de janeiro deverá concentrar 80% das vendas de volta às aulas.

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